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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Ainda bem que eu moro em Goiânia

No passado meus pais cogitaram se mudar para Minas Gerais. Apenas cogitaram e não fizeram esforço algum para que isso se realizasse. Bom, mas que minha mãe pensou no assunto a sério, isso ela pensou. Mas conforme podem ver, isso não aconteceu, continuo morando em Goiânia, como sempre morei, e seria difícil não respirar aliviado e bairrista o ar seco como fiz ontem quando vi pela primeira em nove dias os edifícios envolvidos em névoa seca de Goiânia.

A cidade natal da minha mãe em Minas Gerais para ser mais exato, é um lugar que já teve mais graça e a que vai sobrando vai se acabando aos poucos, idas após idas. Não consigo olhar para lá com grande entusiasmo e se minha vida é sem graça e precisa ser modificada, lá seria mais difícil se é que ela estaria no mesmo nível que está agora.

Não sou uma pessoa resolvida em certos aspectos, nos últimos anos melhorei boa parte deles e agora eles precisam de uma sintonia fina como imagino que serão as coisas por todo sempre, faz parte da vivência de qualquer um. Mas se eu morasse na cidade natal da minha mãe, eu não estaria tão bem resolvido quanto sou agora e pensando na média do que acontece por lá, certamente eu não poderia imaginar chegar onde posso chegar.

A cidadezinha é pacata, é linda, tem pessoas hospitaleiras, educadas e atenciosas, o sotaque é semelhante ao goiano, só que é mais doce. Existem muitos rapazes bonitos na cidade e muitos são de Uberlândia, Belo Horizonte, Brasília e Goiânia para visitar amigos e familiares. Mas me parece utópico pensar que sobraria algum deles para mim ali naquele lugar e que eu fosse ter a consciência de que poderia pensar de forma clara e desinibida, como atualmente, que eu gosto de garotos.

Minha expectativas em relação a uma eventual vida em cidade pequena, como no passado foi cogitado, tem uma grande parcela de preconceitos e limitação de conhecimento. Mas não vejo porque pensar que eu esteja errado ou não tenha motivos respirar aliviado esse ar seco e metropolitano da minha "vida homossexual" em Goiânia.

Mas tudo bem. Deixa, vou ficar aqui em Goiânia mesmo até onde eu sei e deixar o interior só para as férias, feriados e outros prazos curtos. Agora vou ao banco, esperar os carros pararem antes da faixa de pedestres - em vão em muita das vezes, e não tomar um sorvete porque voltei mais rechunchudo nessa viagem.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Um pouco de auto crítica obssessiva destrutiva.

Me vejo como alguém medíocre e acho mediocridade algo... medíocre. Penso que se eu lesse mais um pouco eu evoluiria bastante. No entanto não leio o quanto e o que eu acho que deveria ler, no caso livros. Não leio não é por preguiça, ou é? Será preguiça se falta de iniciativa for preguiça. Nesse tempo tenho me contentado somente com os livros pedidos ou sugeridos pelo curso universitário. Creio que meu problema em não ler o quanto eu deveria ler seja também a falta de costume, nunca pensei "hoje vou ao cinema e saindo de lá vou passar em uma livraria". Para ser bem sincero quando eu chego em uma livraria nem sei bem o que fazer, suponho que seja igual uma vídeo-locadora, eu entro, vou olhando os livros, divididos por sessão, e compro. Na verdade eu nem sei bem ao certo quais são os temas que me agradam. Sei que gosto de História, Sociologia, Economia, Política, Geografia (oh) e tenho boas lembranças da literatura regional do Ensino Médio.

Eu devo ler mais, mas por onde começarei não sei bem ao certo, acho que por enquanto os sobre urbanismo, cidades, movimentos sociais e disputa de poder, afinal de contas a monografia que era para eu começar com ela o ano passado vem aí. Tenho a expectativa e não sei até que ponto isso é uma fantasia, mas penso que a partir do dia em que eu ler mais poderei vir aqui e falar melhor sobre a união cívil na Argentina.

Bem é isso. Quando vocês lerem isso eu estarei em Minas Gerais, sem internet, sem telefone celular e wap, já que ficarei na zona rural. Então o Blogger irá postar esse texto automáticamente enquanto me admiro com os talvegues das serras do Alto Paranaíba, olho os ipês amarelos que, não sei porque motivo, floresce um mês antes em relação ao meu estado. Aproveitarei bastante a viagem, apesar da minha da constante sessão de solidão e desperdício, talvez se eu me esforçar mais arrume amigos quando voltar dessa viagem. Mas mesmo assim a gente que mora aqui vai me alegrar um pouco e assim é bom que me sentirei dentro da música do Pato Fu que coloco abaixo.

Espero chegar são e salvo em casa, já que dirigirei sozinho quase 700 Km, sendo 500 em pista simples sem a supervisão de um adulto, com os comentários da minha dramática e leiga matriarca. Kkkk Brincadeira, mas que eu tenho medo de sofrer um acidente, ah isso eu tenho.

Bem, vejam o vídeo:




Simplicidade
Pato Fu
Composição: John

Vai diminuindo a cidade
Vai aumentando a simpatia
Quanto menor a casinha
Mais sincero o bom dia

Mais mole a cama em que durmo
Mais duro o chão que eu piso
Tem água limpa na pia
Tem dente a mais no sorriso

Busquei felicidade
Encontrei foi Maria
Ela, pinga e farinha
E eu sentindo alegria

Café tá quente no fogo
Barriga não tá vazia
Quanto mais simplicidade
Melhor o nascer do dia