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sábado, 23 de março de 2013

A falsa crítica de Rachel Sheherazade

Mentira, Rachel Sheherazade! Essas pessoas que você disse que não sabem o que é democracia não estão perseguindo o deputado Marco Feliciano. Pelo contrário! É o deputado Marco Feliciano que as perseguem! Os movimentos sociais criticam o deputado por seus posicionamentos preconceituosos e suas ações intolerantes e inflexíveis a respeito dos grupos aos quais a comissão que ele quer presidir foi criada para proteger!

Ninguém está questionando o fato do deputado ser pastor, muito embora tenha sido ele quem tenha buscado votos usando como argumento as suas convicções pessoais, assim também como é ele quem usado o tão falado Estado laico para criar regras e restrições para outras pessoas tendo como base a fé que é dele e de seus eleitores. Soma-se se a isso o fato que democracia no caso do Brasil não representa tão somente a vontade da maioria, significa igualdade e garantia de direitos para que todos possam exercê-la, coisa que Marco Feliciano quer impedir que exista quando pretende perpretar preconceitos e tratamentos de segunda classe para os grupos com os quais ele não se identifica. 

Por fim, o fato de Marco Feliciano ser um deputado não dá a ele salvo conduto para que ele faça o que bem entender. Ele deve dar satisfações à sociedade e está tem o direito de se indignar, não reconhecê-lo e exigir a sua saída, como é o caso. Nenhum político é dono do cargo que ocupa e faz o que bem entende, se não fosse assim não teríamos tirado Fernando Collor de lá, ou a jornalista acha que ele devia continuar? Assim também como as liberdades de pensamento e religiosa dele não são maiores que os direitos de igualdade, dignidade, pluralidade, fraternidade e respeito, que o deputado não enxerga nos outros. Nenhum direito em nosso país é maior do que outro, pois todos eles são iguais para que todos possam existir de maneira plena sem ser engolido por outro.

Quem precisa de uma lição de democracia é a senhora, com sua visão míope e superficial a respeito da mesma. Além disso, precisa aprender mais sobre ética no jornalismo, coisa que um leigo como eu sabe apenas que você não tem, uma vez que não considerou todos os aspectos antes de emitir sua opinião e sair em defesa do indefensável, o referido deputado Marco Feliciano.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Democracia de mentira


Hoje houve um fervoroso protesto na Câmara dos Deputados. Os movimentos negro e homossexual se coloram diametralmente opostos à eleição do dep. Marcos Feliciano à presidência da Comissão de Direitos Humanos. Os deputados não conseguiram votar, expulsaram os manifestantes e farão a eleição amanhã,  sem no entanto a participação popular. 

Contradição 1: Marcos Feliciano é racista e homofóbico, faz parte da bancada evangélica, que segue os mesmos princípios, além de ignorar diversidade religiosa e para ganhar apoio mútuo se aliar à bancada ruralista, historicamente envolvida com abusos de direitos humanos como assassinatos de campesinos e trabalho escravo. 

Contradição 2: diz a postergada Constituição da República que a Câmara dos Deputados é a casa do povo, logo todas as pessoas tem direito de se manifestarem e se fazerem ouvir. No entanto as pessoas serão impedidas de irem à votação na Câmara e demonstrarem a sua opinião. 

Contradição 3: nossa democracia tem como principio a liberdade, logo o respeito às individualidades, e o nosso Estado é republicano, isto é, pertence às pessoas. No entanto as pessoas não são ouvidas pelos deputados e são impedidas de falarem quando suas opiniões confrontam os interesses politiqueiros deles.

Fatos centrais: O que existe é um grupo de pessoas se perpetuando no poder e impondo seus interesses pessoais através da democracia, que não existe para todos os cidadãos. Sempre que alguém exigir o que é seu, quem tem mais poder do que outros vai querer furtar os direitos dos outros para não perder seus privilégios. Caso do pastor Marcos Feliciano e seus colegas deputados que barram a participação popular na eleição da CDH.