domingo, 7 de abril de 2013
Daniela Mercury na grande imprensa
E hoje, aqui em casa, a revista IstoÉ, a qual assino, dizendo "As cotas deram certo" e embaixo do título as justificativas. Ainda não li a notícia, mas...
É bem verdade que os conservadores e as pessoas que possuem uma opinião mais ignorante sobre o tema, travestida de indignação de um cidadão que não aceita essas diferenças, não na frente de suas crianças, possam dizer que tratam de caprichos, de propaganda, como se eles o tempo todo também não fizessem, principalmente em seus programas religiosos. Mas o que é fato, as mudanças estão vindo e só restam a essas pessoas se contentar com isso, do mesmo modo que tiveram que se contentar com o divórcio, com os direitos femininos, com o fim da escravidão, com a separação da Igreja e do Estado. Enfim, vocês vão perder outra vez, a sociedade ganhará princípios mais iluministas e o apocalíptico fim dela que os reacionários tanto prometem, outra vez será adiado para a próxima data profética.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Lidando com opiniões diferentes
Eu sei das minhas limitações, inclusive a de reconhecer as minhas próprias limitações. Com base nessa consciência é que eu formulo minhas ideias. Quando dou minhas opiniões minha intenção é convencer é lógico, mas em hora alguma impor o que penso como verdade absoluta. Primeiro porque verdade absoluta não existe na minha concepção. Segundo porque parte dos meus problemas são aqueles que acreditam serem donos de verdades absolutas, Silas Malafaia que o diga.
Meu blog é o espaço que criei para manifestar minhas opiniões e bobo são aqueles que pensam que eu tenho compromisso com a imparcialidade. Ler minhas opiniões nesse local, bem como comentá-las, é facultativo assim como concordar com elas. Por causa disso consigo lidar muito
bem com aqueles que discordam de mim, mesmo que a opinião seja confrontante.
No entanto alguns comentários me deixa irritado, não porque o autor não concorda comigo, mas sim porque ele arrogantemente passa a desqualificar minha pessoa, de um jeito que me soa grosseiro inclusive, para fazer com que eu pense como ele e como se eu ou qualquer um tivesse essa obrigação.
Sendo assim, me incomodo com comentários como o deixado pelo Robert no texto sobre a revista Veja. No comentário vê-se que o autor não aceita que minha ideia seja diferente da dele, me descreve de um jeito caricato e lê o que escrevo sem fazer diferenciações entre o que eu penso e o que ele pensa.
Então o que eu tenho a dizer é que continuo não gostando da palavra conservador e seus derivados, pois não tenho referência alguma de coisas boas as quais ela esteja ligada. Além disso não é porque eu reprovo o conservadorismo que eu sou libertário, apesar do meu entusiasmo para com o significado da palavra e isso é uma conclusão dualista de quem comenta e não minha. Apesar que eu não tenho vontade de entrar para nenhum movimento social e por mais que eles tenham equívocos, não deixo de achar suas articulações válidas. Também sem essa história de “eu era de esquerda, hoje não sou mais e você também será assim”. Esse pensamento não é só clichê, é determinista, palavra que gosto tanto como gosto de conservador. Reconheço singularidade, tendências, mas não leis no que tange aos seres humanos.
Com relação a revista Veja, pode até ser uma evolução ela abordar a homossexualidade. Mas o jeito que ela escolhe para tal abre precedentes para novos estigmas e tem uma intencionalidade que para mim cheira manipulação mesmo. Além disso não é porque uma revista semanal não se aprofunda nas questões que a Veja pode fazer determinismos e mais do que isso, juízo de valores que existem descaradamente em suas páginas, embora não devessem devido a imparcialidade que ela promete. A obrigação nesse caso é reconhecer as limitações e articular os textos a respeito daquilo que se sabe, mostrando que naquela reportagem está se mostrando uma nova dimensão e não o todo de uma realidade.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Lendo as entrelinhas da Veja
Existem jovens se assumindo homossexuais em idades precoces quando comparados à média das gerações anteriores, as manifestações de preconceito têm sido repudiadas moralmente e muitas pessoas têm sido mais receptivas a diversidade sexual. No entanto a geração da tolerância só existe nas páginas da revista Veja.
Não deve ser dado como dimensão da realidade os exemplos de jovens de classe média, em que não só eles, mas também as pessoas próximas, possuem acesso a informação, algo preponderante para derrubar o preconceito e repudiá-los. A reportagem da Veja é só uma quimera, um otimismo que perde a conexão com a realidade e a mascara.
As questões referentes a sexualidade na sociedade brasileira não se envolve ao fato de ser heterossexual ou homossexual, de se assumir homossexual ou não. As questões envolvem a inexistência de direitos civis, os determinismo legais que impedem aos transgêneros de serem vistos legalmente com o sexo pelo qual se reconhecem, a permissividade à liberdade religiosa ou de expressão que tem permitido ofensas aos LGBT’s, os indagamentos a respeito do machismo e patriarcalismo, entre outras.
A revista Veja pode não acreditar na legitimidade dessas questões e nem entender a profundidade delas, mas deveria tratá-las já que promete um jornalismo de esclarecimento. No entanto, a Veja apenas promete porque na prática não esclarece e não é imparcial.
Por traz da idéia que a Veja quer passar não está apenas uma visão simplista, determinista e apática para com as questões inerentes a complexiddade dos LGBT’s em nossa sociedade. Nas entrelinhas existem também os obscuros posicionamentos políticos e ideológicos de uma revista conservadora, moralista e porque não dizer, cínica e dissimulada.
A Veja quando diz que a sociedade não oferece mais preconceitos quer no fundo convencer a sociedade a reprovar a existência e as causas pelas quais lutam os movimentos LGBT’s, pois a exemplo de outros movimentos sociais, em geral têm lideranças e militantes que se colocam contrários às denominações políticas prediletas da revista, os conservadores, e defendem as denominações que ela recusa, as esquerdas.
Portanto, nem leia e nem Veja.