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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Trivial de Igreja Inclusiva

No último sábado houve uma palestra sobre DST's na igreja inclusiva. Na verdade a palestra ficou mais concentrada na AIDS, até mesmo porque semana passada foi a semana nacional, mundial, universal, não sei, de combate à AIDS. Engana-se quem pensou que quem foi palestrar foi algum religioso, desses que pensam que a castidade é o melhor caminho. Que deu palestra foi à presidente do fórum estadual de transgêneros, que não por acaso também é uma transgênero. 

Confesso que fui para lá interessado mais em conhecer a palestrante, testar meus preconceitos internos, até mesmo porque na penúltima Copa do Mundo eu ainda acreditava na minha heterossexualidade. A palestra serviu para muita coisas, os conhecimentos sobre a AIDS avançaram mais um pouco e muito aprendi sobre transgêneros, que será tema de uma palestra futura, pois nessa ocasião apenas pincelamos o assunto. Foi ótimo também para perceber que o Estado não é tão omisso assim para a causa LGBT, em Goiás pelo menos existe um lugar com atendimento multidisciplinar para pessoas que passam por alguma crise, seja porque se descobrem soropositivas, porque sofrem bullying na escola ou são expulsas, entram em conflito com a família por serem homossexuais. Porém nada que seja considerado o suficiente, se foi possível ficar otimista por isso, saí de lá muito mais pessimista pelas inúmeros problemas de assistências e que duram no mínimo duas décadas.

Final da palestra algumas fotografias e a palestrante dizendo contente com a existência da igreja em Goiânia, do trabalho sério feito por ela e do interesse dela em recomendar o lugar as pessoas, destruídas, que passam pelo Centro de Referência da Secretaria Estadual de Saúde. Analisei meus preconceitos e tenho ficado satisfeito. Tempos atrás ficaria no mínimo constrangido com a transgênero e é boa a noção de que evolui.

Na verdade queria falar sobre outras coisa, mas o babado é forte. Deixa para a próxima.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Sobre política

Esse 2010 é ano de eleições e vou entrar no mérito político hoje. Se você é de direita, vota no PSDB, tem saudades de FHC e lê Veja, não leia.

Eu gosto do Governo Lula e quero que ele faça um sucessor. Não acredito na boa vontade de quem diz que deve haver alternância de poder. Acredito que em time que está ganhando não se mexe e com o governo Lula eu acho que estamos ganhando, não só na economia como quer a grande imprensa convencer.

Se os que acreditam em alternância de poder acreditasse nos benefícios dela, não estariam governando a 16 anos São Paulo ou a 12 o meu estado goiano. Na verdade é apenas quem está de fora querendo entrar para pegar a galinha dos ovos de ouro e assim voltarmos ao passado, que é o que essas pessoas para mim representam.

Entre várias coisas no governo Lula, existe uma que vejo como muito positiva para eu que sou homossexual, o acesso que os movimentos sociais tiveram ao governo. Exemplo disso são as secretarias especiais, criadas no começo da primeira gestão ainda, como a da Promoção da Igualdade Social, Mulheres e dos Direitos Humanos, onde nós homossexuais entramos.

Com isso muitas coisas tem acontecido para as minorias e que são certamente avanços. Uma das coisas que me faz acreditar nesse avanço é a propaganda do Governo Federal cujos protagonistas são um casal de homossexuais:

Achei a propaganda ótima, ainda mais porque ela não é estigmatizando e nem cria um esteriotipo, aliás, vai numa direção contrária a isso. Dois rapazes, não efeminados e discretos, coisa que a maioria da socieade não imagina que os homossexuais também pode ser, indo fazer algo que aparentemente é sexo casual, o que muitos homossexuais, entre eles os do armário, fazem muito.

Para muitas pessoas a propaganda, bem como os simbolos presentes nela, passa despercebida. Porém essa propaganda é o fruto do que os movimentos sociais tem conseguido fazer no Governo Federal, colocar no Estado políticas públicas, inclusive a publicidade, direcionada aos homossexuais, que é um dos grupos que mais se contaminam por HIV e já não bastando a sexualidade, ainda sofrem preconceito por isso.

Para muitas pessoas também, esse acesso dos movimentos sociais ao Estado e na decisão de políticas públicas no governo Lula não significa nada, mesmo que concordem que seja importante. Porém é no governo Lula e em partidos como o PT, que tem sim seus problemas, que essas discussões, bem como propostas e ações, entram.

Em outros partidos, como o PSDB e o DEM, não se vê candidatos com essa plataforma, raramente aliás. E não que seja uma política, um diretriz do partido, mas é sabido, que os reacionários, que vetam os direitos dos homossexuais, como a PLC 122 que apelidaram-na de lei da mordaça gay, estão em partidos como esse.

No PT e em outros partidos da base aliada, vê-se um posicionamento do partido a respeito de causas controversas como os direitos civis e outas políticas públicas que contemplem os homossexuais. Tudo bem que outros partidos não se posicionem contra, mas quando eles não têm um posicionamento e ainda por cima permitem que se tenha gente contrária ao que vejo como fundamental a mim, não posso acreditar neles nesse aspecto.

Bem, é isso.