quinta-feira, 19 de maio de 2011
Memórias do vigésimo segundo
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Contando a verdade, omitindo ou atenuando-a
Sábado teve churrasco lá com as pessoas da Igreja Inclusiva e minha vontade era a de não ir. Provávelmente o churrasco teria aquele jeito neopentecostal deles orarem e eu preciso agilizar a leitura para escrever minha monografia. Acabei indo e as pessoas de lá são legais, deu para rir constantemente e falar da minha sexualidade sem constrangimento como rara vezes falo pessoalmente a alguém. Porém, como eu já falei, elas acreditam em algo em que se eu voltasse a acreditar, seria o mesmo que um retrocesso para mim. Sim, eu acho que acreditar em um Deus, ainda mais no cristão, é um grande retrocesso. Sem contar que acreditar em Deus, Bíblia e arrebatamento não é algo que dependa da minha vontade, como por muito acreditei. No fundo eu acho que ali na igreja inclusiva eu não estou explorando todo meu potencial para selar amizades e no fundo, apesar das ressalvas não tão claras que eu fiz a eles, eu me sinto um estranho ou um invasor sem propósito. Sem contar também que nessa história toda não me vejo de outra forma a não ser a de uma caricatura ridícula.
Tudo bem, potenciais amigos "laicos" já encontrei, mas não me parece que será tão fácil assim ter alguns deles ao ponto de falar que eu sou plenamente satisfeito com amigos. que eu ei de ter. Aliás, não existe nada na minha vida que me deixe plenamente satisfeito. Por fim, falar assim parece que coisifiquei as pessoas e elas me são um objetivo a ser conseguido tanto quanto uma casa da década de 1940 ou um Pálio 1.4, para começar é claro.
Tenho algumas lições por fazer, não sei como e quais. Acho que uma hora qualquer encontro o meu jeito de resolvê-las, mesmo que eu não perceba na hora. Quem sabe falta vivência e tudo mais.
Aqui na Universidade, estou postando de um computador do laboratório da Biblioteca Central, fiz alguns colegas. Um deles é um roqueiro que ouve Tristania, Lacuna Coil, Opeth, Rammstein, e um monte de bandas que já ouvi e não ouço mais porque já enjoei delas e do estilo. Esse colega roqueiro é além de tudo um presbiteriano e que acha a homossexualidade, ou homossexualismo nas terminologias dele, uma aberração, uma verdade devidamente amparada nos textos bíblicos que ele tanto confia.
Já discutimos algumas vezes sobre moral, bons costumes, sexualidade e zaz. Ele, é claro, nunca cedeu a opinião, eu também não, e nessas discussões pela energia com que eu discutia o tema devo ter deixado algo subentendido, mesmo que não fosse minha intenção, e que nunca me preocupei em combater. Ótimo, e lá estou eu twitando sem papas na língua, falo sobre a minha mãe que começa a chorar desesperadamente porque eu vou sair com as pessoas que conheci primeiramente através da internet e que ainda por cima são gays. Uso a expressão "amigos coloridos" me referir a eles e lá vem o colega roqueiro pedindo para eu explicar o que vem a ser esses amigos coloridos. Eu respondo que é justamente o que ele está pensando e recomendo a ele que não conte a ninguém. Bem, daí que acho isso uma graça, polemizar na faculdade.
Já a mãe, está na hora d'eu ser mais sincero para com ela e dizer que nem sempre eu vou ao cinema ou coisa parecida e que muitas vezes eu vou encontrar pessoas, assim como eu, homossexuais. Minha mãe faz uma comoção, para mim irritante e sem propósito. Toda vez que digo que vou sair com pessoas com a sexualidade semelhante a minha ela começa a chorar a ponto de me deixar comovido e me sentir culpado por algo. Fico irritado, está na hora de assumir as consequências e dizer a ela que seu choro não vai me impedir de sair, apenas incentivar minhas mentiras, a falta de paciência que tenho - sim, eu percebi a antítese - entre outras coisas.
Bem, e cá estou eu, jamais tão evoluído como penso que deveria estar e com um longo caminho a trilhar. No fundo sou um grande mentiroso por covardia, daqueles que mente para adiar os problemas, mas jamais resolvê-los. Um grande filho da mamãe, uma grande filha virgem do fazendeiro diria a terapêuta.
Então, é isso.
Peixos, me liga.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Fim de semana doido.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Um punhado de assunto
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Sobre Como Treinar Seu Dragão
Sim, eu estou ausente da blogosfera. Nem é porque estou muito ocupado ultimamente, é porque eu tenho certa apatia para com o blog e a blogosfera de vez enquando. Mas eu amo todos vocês, inclusive meus leitores que não me tem no MSN, os que me têm no MSN e me excluiu e os que me têm no MSN e não loga mais, também os que me têm no MSN e eu não puxo assunto e os que me deixa no vácuo. Bem, está ótimo.
Sabe aquele dias que você se lamenta por não ser mais um adolescente, por não ter mais tantos amigos quanto antes, de ficar tantos finais de semana em casa sem ninguém ligar e sem coragem de ligar para ninguém, que se lamenta por ser um adulto desempregado por ser, quiçá, um vagabundo sem persistência? E que você se vê sozinho com pais na sala de jantar, na verdade de de TV, ocupados em nascer e morrer a ver cópias piratas dos fimes de Jet Lee, sabendo que está no último ano na Universidade, pensando em como estendê-los já que dela não carregará grandes amizades e nem uma bolsa de iniciação cientifica, um artigo publicado, muito menos uma chance de mestrado ao mesmo tempo que fica se perguntando porque não tem irmãos, onde está todo mundo e se sentindo um grandissíssimo idiota, sabendo que se é humano, ridículo, limitado, que usa muito menos dos dez por cento da cabeça animal.
Exatamente assim que me sentia, afinal de contas, não tenho vida social e nem tenho a paz moral de saber que eu auto me sustento. Me convidaram para ir ao cinema depois de tantas lamúrias. Fiquei receoso e fui com a camiseta preta do Tristania que era para não ficar tão vela assim. Morri de medo de me tornar uma lanterna dos afogados no escurinho do cinema chupando drops de morango, ao lado de um casal de amigos gays enamorados. Tudo bem.
Foi a primeira sessão 3D da minha vida. Me senti tão periférico, não tanto quanto escrever que foi a primeira sessão 3D da minha vida nesse blog, mas mes senti caipira. Tive crises de riso quando pensava que eu seria acertado pelas coisas projetadas na tela, em 3D. Fiquei com vontade de esticar o braço para pegar o galho da árvore, porque ele estava em 3D. Mas passou. Antes, no banheirón tiramos fotinhas, fiquei meio Chico Xavier com aquele ocrão de ver filme 3D. E muito mais antes disso, enquanto ficava plantado eu vi a velha jovem professora de português do Ensino Médio, agora trintagenária, e conversei com ela, falei de cada coisa que Fulano, Siclano e Beltrano estão a fazer em suas respectivas academias.
Mas quatro parágrafos depois, o importante mesmo é o filme. Como treinar seu Dragão. Adoro animações. Acho elas tão fofinhas, as histórias tão apaixonantes. Me identifiquei bastante com o protagonista da história, o Soluço e sua dificuldade de ser aceito numa sociedade viking, cheia de ursões viris, fortes, másculos, valentes e que matam dragões na base do braço.
E se a Vaca Profana ou a Mari estivessem lá comigo, elas haveriam de se indentificar com Astrid, até o final do filme em que ela beija o Soluço na boca. Afinal de contas, Astrid fez bem a linha amiga heterossexual que não pode saber e que no entanto descobre tudo e vira simpatizante.
Mas mais digno é o nome do dragão, aliás, mais do que digno, fidedigno, apesar da semântica diferente. Fúria da Noite, que nome mais bafônico. Coisa de trava. Então pessoas, é isso, assistam Como Treinar o Seu Dragão. Dragões são feios, mas são fofos.
sábado, 6 de março de 2010
Sobre o Paulo Braccini
Ultimamente tenho pensado, acho que Paulo Braccini é Deus,
com a diferença do amigo blogayro existir. Penso assim, porque em todos os blogs que eu vou, tirando os pornográficos e os políticos, lá está o Paulo Braccini demonstrando sua onipresença. Com relação aos blogs políticos, talvez seja porque o tema não seja algo de Deus, então Paulo não comenta por lá.
Paulo Braccini não é só onipresente, ele é também amado, bem quisto como um bom deus que se preze. E de tão devotado, é altamente respeitado com a vantagem dele não mandar quem não goste para os quintos dos infernos.
Para mim, o que mais dá ao Paulo Braccini as graças típicas de um Deus é esse sentimento de dívida eterna que tenho para com ele. Bem, confesso que raramente sou eu quem vai aos outros blogs ler e comentar primeiro, assim também como eu sou dificilmente o primeiro a tomar a iniciativa de adicionar alguém no orkut ou puxar conversa pelo MSN. E tenho perdido muito por causa disso.
Bem, eu tenho minhas dívidas para com Paulo Braccini sim, apesar que talvez ele venha comentar aqui dizendo que não, que não tem importância, o que é isso, que não faz diferença e tudo mais. É lógico que Braccini dirá essas coisas todas, já que ele é um gentleman. Mas isso não muda muito sentimento de dívida.
Sabe, é que como eu tenho dito, Paulo Braccini é um gentleman. Dá atenção a todos os blogayros, no meu caso é sempre o primeiro praticamente a comentar e sempre está comentando meus textos. Além do mais, para quem tem um blog não muito pop, como esse, o homem, nesse caso o Homem porque Paulo Braccini é Deus, presta um grande serviço, publicando e referenciado um texto daqui.
Tudo bem, a menos que não falhe minha memória, foi eu quem visitou primeiro, assim como comentou o blog do outro, mas foi Paulo Braccini quem passou a religiosamente dar as caras por aqui colocando para os anais desse blog o seu nome chique. Paulo Braccini é meio que pronunciado assim na minha boca, Bratxisne.
Antes eu até tinha desculpa para não visitar o blog do Paulo Braccini, pois ele que usa computadores chicosos, potentosos, rapidosos, não percebia que ficava inviável para o meu computador, que como diria o Gato Cheshire, do milhão. Agora ele limpou o visual do Enfim, é o que tem para hoje.
E enfim, é o que tem para hoje tem uma essencia inspiradora para desenvolver diálogos familiares. Naquele bate taquara da família, gerar uma polêmica e olhar para todos com aquela cara de cachorro que desdenhou da salsicha e dizer, enfim, é o que tem para hoje.
De modo geral Paulo é pop, um gentleman, onipresente, amável e mara, é porque adoro chamar o que acho bom de mara e mara é mara. Talvez, talvez não, certamente eu estou fazendo esse texto para tentar pagar um pouco da minha dívida de não comentar tanto o blog do Paulo, que além de bem quisto, filosofo, historiador, tudo o que me atraiu, blogayro, casado há 35 anos, modelo e atriz, é certamente um ídAlow meu.
Enfim, é o que tem para hoje.
Peixos.