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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Memórias do vigésimo segundo

Resolvi que irei começar um exercício de postar neste blog uma vez por semana. Sinto falta dele e relendo o que eu escrevo concluo que é um desperdício deixar um espaço em que verbalizo sem ser interrompido o que quero falar. Por enquanto não irei me propor ler aos outros blogs, pois este é um exercício que posso começar assim que conseguir cumprir pelo menos esse aqui.

Este é o segundo post que escrevo no dia do meu aniversário, que vai acabar em menos de uma hora. Muitas coisas mudaram nestes dois anos, desde o primeiro post de aniversário, e melhorou para melhor. Muitas coisas não estão como eu queria, é verdade, mas espero que não dure muito mais.

Conforme alguns já sabem hoje estou formado, tenho emprego público, porém não gosto da área em que trabalho. Eu sabia que era ruim a vida de professor, porém não tanto degradante. Talvez nem seja, mas eu definitivamente não gosto. Pretendo mudar de área, a menos que eu consigo no futuro lecionar para adultos, que é um público que está interessado em aprender ao invés de ficar tirando com a cara do professor.

Amigos, hoje fui a pizzaria, na melhor do meu bairro, cuja dona é minha amiga. Conversa vai, conversa vem e vieram muitas lembranças da nossa adolescência. Eu formado com meu emprego público, ela casada, com o próprio negócio e com um lindinho pequerruxo. Estavam outros amigos, que cantaram parabéns para mim. Legal, fiquei com vergonha, mas eu gostei mesmo.

O assunto da felicidade, da sexualidade vem a tona e ela diz que acha que todo mundo que é gay precisa ter coragem de se assumir. Ai que bom! Ela é super de boa, eu conto e ela diz que já desconfiava. Pelo visto que está ficando passado sou eu, frequento bar gay, ouço omegahitz.com e ainda acho que existem pessoas para quem eu não preciso comprar.

Foram poucas pessoas na comemoração do aniversário, tenho arrumado novos amigos, porém ainda assim são novos. Não sei se eles viriam para uma comemoração no meio da semana até minha casa. Com medo não convidei ninguém e continuo sem saber se eles viriam.

Ainda assim tenho muito que comemorar, principalmente quando me olho no espelho, são quase dois meses e quase cinco 5 Kg a menos. Os músculos começam a ficar durinho e eu mais gostosinho. O rosto em no máximo dois meses estará diferente, mais redondo e eu poderei exibir um lindo sorriso. Comemoro isto comprando camiseta de bitch, dessas apertadinhas. Mais na frente eu coloco um transversal na orelha, no meio tempo tomo um Sol e eita Jesus maravilhoso. Vou me sensualizar na noite.

Tudo muito lindo, tudo muito bom, pena o salário e a leitura num acompanhar estas futilidades. Mas enfim, é que temos hoje, porque Paulo Braccini sempre inspira.

Só para constar hoje é o meu dia de me sentir assim:


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Contando a verdade, omitindo ou atenuando-a

Ok, quero conhecer pessoas e ser amigos delas. Tenho medo da solidão, fico me sentindo vazio e irrelevante em qualquer noite por causa disso. Para mudar eu tenho feito alguma coisa e me parece que aos poucos eu vou conseguindo essa realização. Certo está que eu poderia ter feito isso a mais e tempo e estar num processo mais acelerado, ter inúmeras amizades, estar conhecendo pessoas e combinando coisas para fazer junto a elas. Mas nem tudo decorre como acho que deveria acontecer, o marasmo é uma constante não da vida, mas da própria pessoa que sou.

Sábado teve churrasco lá com as pessoas da Igreja Inclusiva e minha vontade era a de não ir. Provávelmente o churrasco teria aquele jeito neopentecostal deles orarem e eu preciso agilizar a leitura para escrever minha monografia. Acabei indo e as pessoas de lá são legais, deu para rir constantemente e falar da minha sexualidade sem constrangimento como rara vezes falo pessoalmente a alguém. Porém, como eu já falei, elas acreditam em algo em que se eu voltasse a acreditar, seria o mesmo que um retrocesso para mim. Sim, eu acho que acreditar em um Deus, ainda mais no cristão, é um grande retrocesso. Sem contar que acreditar em Deus, Bíblia e arrebatamento não é algo que dependa da minha vontade, como por muito acreditei. No fundo eu acho que ali na igreja inclusiva eu não estou explorando todo meu potencial para selar amizades e no fundo, apesar das ressalvas não tão claras que eu fiz a eles, eu me sinto um estranho ou um invasor sem propósito. Sem contar também que nessa história toda não me vejo de outra forma a não ser a de uma caricatura ridícula.

Tudo bem, potenciais amigos "laicos" já encontrei, mas não me parece que será tão fácil assim ter alguns deles ao ponto de falar que eu sou plenamente satisfeito com amigos. que eu ei de ter. Aliás, não existe nada na minha vida que me deixe plenamente satisfeito. Por fim, falar assim parece que coisifiquei as pessoas e elas me são um objetivo a ser conseguido tanto quanto uma casa da década de 1940 ou um Pálio 1.4, para começar é claro.

Tenho algumas lições por fazer, não sei como e quais. Acho que uma hora qualquer encontro o meu jeito de resolvê-las, mesmo que eu não perceba na hora. Quem sabe falta vivência e tudo mais.

Aqui na Universidade, estou postando de um computador do laboratório da Biblioteca Central, fiz alguns colegas. Um deles é um roqueiro que ouve Tristania, Lacuna Coil, Opeth, Rammstein, e um monte de bandas que já ouvi e não ouço mais porque já enjoei delas e do estilo. Esse colega roqueiro é além de tudo um presbiteriano e que acha a homossexualidade, ou homossexualismo nas terminologias dele, uma aberração, uma verdade devidamente amparada nos textos bíblicos que ele tanto confia.

Já discutimos algumas vezes sobre moral, bons costumes, sexualidade e zaz. Ele, é claro, nunca cedeu a opinião, eu também não, e nessas discussões pela energia com que eu discutia o tema devo ter deixado algo subentendido, mesmo que não fosse minha intenção, e que nunca me preocupei em combater. Ótimo, e lá estou eu twitando sem papas na língua, falo sobre a minha mãe que começa a chorar desesperadamente porque eu vou sair com as pessoas que conheci primeiramente através da internet e que ainda por cima são gays. Uso a expressão "amigos coloridos" me referir a eles e lá vem o colega roqueiro pedindo para eu explicar o que vem a ser esses amigos coloridos. Eu respondo que é justamente o que ele está pensando e recomendo a ele que não conte a ninguém. Bem, daí que acho isso uma graça, polemizar na faculdade.

Já a mãe, está na hora d'eu ser mais sincero para com ela e dizer que nem sempre eu vou ao cinema ou coisa parecida e que muitas vezes eu vou encontrar pessoas, assim como eu, homossexuais. Minha mãe faz uma comoção, para mim irritante e sem propósito. Toda vez que digo que vou sair com pessoas com a sexualidade semelhante a minha ela começa a chorar a ponto de me deixar comovido e me sentir culpado por algo. Fico irritado, está na hora de assumir as consequências e dizer a ela que seu choro não vai me impedir de sair, apenas incentivar minhas mentiras, a falta de paciência que tenho - sim, eu percebi a antítese - entre outras coisas.

Bem, e cá estou eu, jamais tão evoluído como penso que deveria estar e com um longo caminho a trilhar. No fundo sou um grande mentiroso por covardia, daqueles que mente para adiar os problemas, mas jamais resolvê-los. Um grande filho da mamãe, uma grande filha virgem do fazendeiro diria a terapêuta.

Então, é isso.

Peixos, me liga.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Fim de semana doido.

Saí sábado para conhecer novas companhias, resta saber se agora será possível sermos amigos, apesar de algumas pequenas más impressões e diferenças nos modos de pensar, agir e no que se têm como objetivos de vida. Mas não posso negar, foi divertido, apesar dos receios que me acompanharam por muito tempo, um deles era o da lei seca já que eu havia bebido e isso traria consequências não só jurídicas como domésticas se eu fosse pego por ela. Outro receio foi o de algum semáforo se fechar e algum travesti alcançar nosso carro depois que as caronas, inconseqüentes e guiadas por um motorista indeciso, o tivessem cantado.

Para minha sorte e para o perigo da sociedade não houve nenhuma fiscalização da lei seca e eu me saí safo, gíria de militar. Para minha sorte não levei no edí porque todos semáforos estiveram fechados mas nenhum travesti quis correr atrás de nós com uma giletchy ou um pedaço de meio fio.

Por um momento pensei que o carro fosse sujar, lá vai uma companhia vomitando cerveja depois que deu "onda". Tudo bem, querem "fumar", fumem, mas não me ofereça e não vomitem ou ameacem isso dentro do meu carro, KCT.

A noite teria mais graça e uma coisa me deixou puto de verdade. Um cara da mesa ao lado bebeu demais e começou a ficar falante, começou a dar em cima das garotas desacompanhadas. Em um instante cantou uma moça que respondeu beijando a namorada. Pronto, foi o suficiente para o cara fazer uma comotion. Bêbado e com a sexualidade mal resolvida calado é o que ele não ia ficar. Começou a chamar as meninas de putas, sem vergonha, disse que só não batia nelas porque a Maria da Penha defendia e queria ver se tivesse homem naquela mesa para fazer ele calar. Ter até tinha, mas digamos que eles era gays e quase umas moças.

Mas fiquei putaiado, o indivíduo bebe, canta grosseiramente todas as mulheres, que se vissemr a ogrisse dele já tinham motivo suficiente para fechar a cara, e ainda temos que aguentar ele ofender toda irmandade, falar da honra das meninas sem ao menos conhecê-las e como se a questionável heterossexualidade dele fizesse dele melhor que os gays que ali estivessem. O dono da budega demorou, tinha que ter tocado o cara que, do fundo do meu coração, tomara encontrar um viado desses de academia para xingar e depois ganhar dele uma fratura exposta.

Bem, no domingo rolou o segundo encontro da Igreja Inclusiva, me perguntaram se eu ia aceitar Jesus. Fiquei num misto de irritação com vergonha. Pedi para todo mundo sentar e disse que não sei bem o que isso quer dizer, mas eu assumi uma postura muito crítica em relação a religião e a Deus e que agora não tenho "o fogo chamado fé aceso dentro de mim", que em linguagem corrente significa ser ateu. Bem, eu entenderia isso pelo menos. Disse que estava ali fazendo minha parte, conhecendo-os, em que eles acreditam e para deixar acontecer. Eles disseram tudo bem e que era eu deixar o Senhor Jesus agir, que seja feita vontade dele e que isso é com o tempo. Eu disse Amém! Na verdade eu queria rir.

Mas gosto das pessoas da Igreja Inclusiva, vai dar para fazer boas amizades por lá eu espero.

Na verdade queria mesmo era falar sobre as resposta aos emails que enviei ao IBGE, ao Grupo Gay da Bahia e a Secretaria Nacional de Direitos Humanos contendo respostas as minhas indagações sobre o motivo para não se perguntar no Censo 2010 a orientação sexual dos indivíduos. Tudo bem que eu esteja equivocado achando que seja importante dar o direito a quem quiser responder a sua orientação sexual, mas se fosse uma resposta fundamentada eu aceitaria.

Enfim, é o que tem para hoje (Dormi e acordei Paulo Bratchyni).

Peixos, me liga.

P.S.: Pimenta, o Tumblr é um serviço de emails, assim como o Blogger e o Wordpress, mas ele tem uma layout e se baseia em um conceito diferente, do tipo, pequenos posts, assim como o Twitter, mas sem limite de caracteres e com a possibilidade de postar multimídia como fotos e vídeos.


sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Um punhado de assunto

Decidi qual o próximo curso superior:

Errar é humano e insistir no erro é burrice. Talvez seja burrice o que vai acontecer, mas ontem decidi que, custe o que custar, irei fazer Letras/Libras. Talvez não seja custe o que custar, mas minha mãe não quer que eu fique na Educação, ganha pouco, tem responsabilidade demais, pouco reconhecimentos, essas coisas e ela acha que eu tenho um "gênio forte" para com desaforos. Devo ter mesmo e tive de quem puxar, ela. Mas por que isso seria burrice? Bem, Letras/Libras tem como principal campo o que um geógrafo licenciado faz, a Educação que consiste no meu atual emaranhado de problemas, um deles é a fobia que eu tenho de aluno e sala de aula, mas não digam a ninguém.

Agora resta saber se vou precisar recorrer ao vestibular, tentar um edital de portador de diploma ou um processo administrativo junto ao Conselho da Universidade ou sei lá, a ocasião faz o sapo pular e não sabendo que era impossível foi lá e concluiu. Frases feitas são mara. Me inscrevi no ENEM, o que talvez, quem sabe, nem seja necessário. Quem sabe minha mãe me incentive porque ela acha Libras bonito e dê para eu trabalhar com outras coisas, como interprete e cobrar a hora, como um garoto de programa. Talvez quando eu terminar essa próxima graduação eu não tenha apenas mais cultura, mas também me sinta incentivado a continuar na Educação.

A vida social:

Quem sabe eu consiga uma vida social, algo que virou artigo de luxo na minha vida porque eu não tomei muito cuidado com o que tive no passado. Então gente, economize água antes que ela vire algo como é a vida social para mim. Tudo bem, a Vaca Profana me indicou uma nova amiga, gay friendly, que costuma sair para os points - termo década de 1990 - e que tem vários amigos gays. Essa semana finalmente nos vemos, depois de mais de um mês conversando através do TIM Infinity e uma sessão de cinema frustrada pelo meu cartão de débito com a senha bloqueada. Resta agora fazermos algum programa junto, estreitar a amizade, fazer essas coisas, que me faça chorar por ela num dia que eu beber além da conta e ficar emotivo.

Fico meio mal caráter falando assim, mas já estou com certa preguiça da nossa amizade. Todo dia ela liga e eu retorno, mas as conversas estão ficando sem graça, precisamos de novidade. Sem contar que ligar às 23:00 e tanto quando eu assistia ao debate dos presidenciáveis me fez sentir um pouco no "Louca Obsessão". Vou desbloquear o cartão do débito automático e iremos ao cinema.

O Twitter é uma graça, o Blogger ficou apático e o Tumblr é interessante:

Qualquer programa na televisão fica melhor no Twitter, como o debate entre os presidenciáveis. Melhor mesmo é falar com outros blogayros, tudo bem que às vezes dou em cima deles também, mas tem uns com umas barbas ou umas coxas peludas, #lingerieday. Sorte deles morarem longe. Tudo bem, o Twitter anima e como outro blogayro disse, rede social temos, o que não temos é vida social. Aliás, rede social tem esse problema, a gente "conhece" um monte de gente, mas tudo mora longe, porém é um moço do RS que tem me causado dor de cotovelo ultimamente. Mas vai passar, sempre passa.

O Blogger perdeu a graça, ninguém mandou eu parar de comentar nos blogs alheio, mas vou voltar a fazer isso assim que eu não tiver preguiça. O meu último post além de não render um comentáriozinho sequer, até agora o IBGE, a Secretaria Nacional de Direitos Humanos e o Grupo Gay da Bahia responderam a minha pergunta. Me sinto rejeitado e subestimado. Mas deixa, eu teria estranhado se tivessem me respondido mesmo. Como o Blogger tem ficado assim, apático, eu tenho visto o Tumblr e dá vontade de criar uma página lá, ele se parece uma mistura de blog qualquer como Twitter.

Bom, agora deixa eu terminar para o meu contato aqui da igreja inclusiva lá as minhas narrações sobre o falecido, que dias atrás olhei a página dele no Picasa. Preciso limpar o chão da minha casa, como flores do campo, e juntar coragem para falar a ele que sou ateu.

Bem, peixos, me liga.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Sobre Como Treinar Seu Dragão

Sim, eu estou ausente da blogosfera. Nem é porque estou muito ocupado ultimamente, é porque eu tenho certa apatia para com o blog e a blogosfera de vez enquando. Mas eu amo todos vocês, inclusive meus leitores que não me tem no MSN, os que me têm no MSN e me excluiu e os que me têm no MSN e não loga mais, também os que me têm no MSN e eu não puxo assunto e os que me deixa no vácuo. Bem, está ótimo.

Sabe aquele dias que você se lamenta por não ser mais um adolescente, por não ter mais tantos amigos quanto antes, de ficar tantos finais de semana em casa sem ninguém ligar e sem coragem de ligar para ninguém, que se lamenta por ser um adulto desempregado por ser, quiçá, um vagabundo sem persistência? E que você se vê sozinho com pais na sala de jantar, na verdade de de TV, ocupados em nascer e morrer a ver cópias piratas dos fimes de Jet Lee, sabendo que está no último ano na Universidade, pensando em como estendê-los já que dela não carregará grandes amizades e nem uma bolsa de iniciação cientifica, um artigo publicado, muito menos uma chance de mestrado ao mesmo tempo que fica se perguntando porque não tem irmãos, onde está todo mundo e se sentindo um grandissíssimo idiota, sabendo que se é humano, ridículo, limitado, que usa muito menos dos dez por cento da cabeça animal.

Exatamente assim que me sentia, afinal de contas, não tenho vida social e nem tenho a paz moral de saber que eu auto me sustento. Me convidaram para ir ao cinema depois de tantas lamúrias. Fiquei receoso e fui com a camiseta preta do Tristania que era para não ficar tão vela assim. Morri de medo de me tornar uma lanterna dos afogados no escurinho do cinema chupando drops de morango, ao lado de um casal de amigos gays enamorados. Tudo bem.

Foi a primeira sessão 3D da minha vida. Me senti tão periférico, não tanto quanto escrever que foi a primeira sessão 3D da minha vida nesse blog, mas mes senti caipira. Tive crises de riso quando pensava que eu seria acertado pelas coisas projetadas na tela, em 3D. Fiquei com vontade de esticar o braço para pegar o galho da árvore, porque ele estava em 3D. Mas passou. Antes, no banheirón tiramos fotinhas, fiquei meio Chico Xavier com aquele ocrão de ver filme 3D. E muito mais antes disso, enquanto ficava plantado eu vi a velha jovem professora de português do Ensino Médio, agora trintagenária, e conversei com ela, falei de cada coisa que Fulano, Siclano e Beltrano estão a fazer em suas respectivas academias.

Mas quatro parágrafos depois, o importante mesmo é o filme. Como treinar seu Dragão. Adoro animações. Acho elas tão fofinhas, as histórias tão apaixonantes. Me identifiquei bastante com o protagonista da história, o Soluço e sua dificuldade de ser aceito numa sociedade viking, cheia de ursões viris, fortes, másculos, valentes e que matam dragões na base do braço.

E se a Vaca Profana ou a Mari estivessem lá comigo, elas haveriam de se indentificar com Astrid, até o final do filme em que ela beija o Soluço na boca. Afinal de contas, Astrid fez bem a linha amiga heterossexual que não pode saber e que no entanto descobre tudo e vira simpatizante.

Mas mais digno é o nome do dragão, aliás, mais do que digno, fidedigno, apesar da semântica diferente. Fúria da Noite, que nome mais bafônico. Coisa de trava. Então pessoas, é isso, assistam Como Treinar o Seu Dragão. Dragões são feios, mas são fofos.

sábado, 6 de março de 2010

Sobre o Paulo Braccini

Ultimamente tenho pensado, acho que Paulo Braccini é Deus, com a diferença do amigo blogayro existir. Penso assim, porque em todos os blogs que eu vou, tirando os pornográficos e os políticos, lá está o Paulo Braccini demonstrando sua onipresença. Com relação aos blogs políticos, talvez seja porque o tema não seja algo de Deus, então Paulo não comenta por lá.

Paulo Braccini não é só onipresente, ele é também amado, bem quisto como um bom deus que se preze. E de tão devotado, é altamente respeitado com a vantagem dele não mandar quem não goste para os quintos dos infernos.

Para mim, o que mais dá ao Paulo Braccini as graças típicas de um Deus é esse sentimento de dívida eterna que tenho para com ele. Bem, confesso que raramente sou eu quem vai aos outros blogs ler e comentar primeiro, assim também como eu sou dificilmente o primeiro a tomar a iniciativa de adicionar alguém no orkut ou puxar conversa pelo MSN. E tenho perdido muito por causa disso.

Bem, eu tenho minhas dívidas para com Paulo Braccini sim, apesar que talvez ele venha comentar aqui dizendo que não, que não tem importância, o que é isso, que não faz diferença e tudo mais. É lógico que Braccini dirá essas coisas todas, já que ele é um gentleman. Mas isso não muda muito sentimento de dívida.

Sabe, é que como eu tenho dito, Paulo Braccini é um gentleman. Dá atenção a todos os blogayros, no meu caso é sempre o primeiro praticamente a comentar e sempre está comentando meus textos. Além do mais, para quem tem um blog não muito pop, como esse, o homem, nesse caso o Homem porque Paulo Braccini é Deus, presta um grande serviço, publicando e referenciado um texto daqui.

Tudo bem, a menos que não falhe minha memória, foi eu quem visitou primeiro, assim como comentou o blog do outro, mas foi Paulo Braccini quem passou a religiosamente dar as caras por aqui colocando para os anais desse blog o seu nome chique. Paulo Braccini é meio que pronunciado assim na minha boca, Bratxisne.

Antes eu até tinha desculpa para não visitar o blog do Paulo Braccini, pois ele que usa computadores chicosos, potentosos, rapidosos, não percebia que ficava inviável para o meu computador, que como diria o Gato Cheshire, do milhão. Agora ele limpou o visual do Enfim, é o que tem para hoje.

E enfim, é o que tem para hoje tem uma essencia inspiradora para desenvolver diálogos familiares. Naquele bate taquara da família, gerar uma polêmica e olhar para todos com aquela cara de cachorro que desdenhou da salsicha e dizer, enfim, é o que tem para hoje.

De modo geral Paulo é pop, um gentleman, onipresente, amável e mara, é porque adoro chamar o que acho bom de mara e mara é mara. Talvez, talvez não, certamente eu estou fazendo esse texto para tentar pagar um pouco da minha dívida de não comentar tanto o blog do Paulo, que além de bem quisto, filosofo, historiador, tudo o que me atraiu, blogayro, casado há 35 anos, modelo e atriz, é certamente um ídAlow meu.

Enfim, é o que tem para hoje.

Peixos.