domingo, 22 de agosto de 2010
Respondendo às perguntas
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Contando a verdade, omitindo ou atenuando-a
Sábado teve churrasco lá com as pessoas da Igreja Inclusiva e minha vontade era a de não ir. Provávelmente o churrasco teria aquele jeito neopentecostal deles orarem e eu preciso agilizar a leitura para escrever minha monografia. Acabei indo e as pessoas de lá são legais, deu para rir constantemente e falar da minha sexualidade sem constrangimento como rara vezes falo pessoalmente a alguém. Porém, como eu já falei, elas acreditam em algo em que se eu voltasse a acreditar, seria o mesmo que um retrocesso para mim. Sim, eu acho que acreditar em um Deus, ainda mais no cristão, é um grande retrocesso. Sem contar que acreditar em Deus, Bíblia e arrebatamento não é algo que dependa da minha vontade, como por muito acreditei. No fundo eu acho que ali na igreja inclusiva eu não estou explorando todo meu potencial para selar amizades e no fundo, apesar das ressalvas não tão claras que eu fiz a eles, eu me sinto um estranho ou um invasor sem propósito. Sem contar também que nessa história toda não me vejo de outra forma a não ser a de uma caricatura ridícula.
Tudo bem, potenciais amigos "laicos" já encontrei, mas não me parece que será tão fácil assim ter alguns deles ao ponto de falar que eu sou plenamente satisfeito com amigos. que eu ei de ter. Aliás, não existe nada na minha vida que me deixe plenamente satisfeito. Por fim, falar assim parece que coisifiquei as pessoas e elas me são um objetivo a ser conseguido tanto quanto uma casa da década de 1940 ou um Pálio 1.4, para começar é claro.
Tenho algumas lições por fazer, não sei como e quais. Acho que uma hora qualquer encontro o meu jeito de resolvê-las, mesmo que eu não perceba na hora. Quem sabe falta vivência e tudo mais.
Aqui na Universidade, estou postando de um computador do laboratório da Biblioteca Central, fiz alguns colegas. Um deles é um roqueiro que ouve Tristania, Lacuna Coil, Opeth, Rammstein, e um monte de bandas que já ouvi e não ouço mais porque já enjoei delas e do estilo. Esse colega roqueiro é além de tudo um presbiteriano e que acha a homossexualidade, ou homossexualismo nas terminologias dele, uma aberração, uma verdade devidamente amparada nos textos bíblicos que ele tanto confia.
Já discutimos algumas vezes sobre moral, bons costumes, sexualidade e zaz. Ele, é claro, nunca cedeu a opinião, eu também não, e nessas discussões pela energia com que eu discutia o tema devo ter deixado algo subentendido, mesmo que não fosse minha intenção, e que nunca me preocupei em combater. Ótimo, e lá estou eu twitando sem papas na língua, falo sobre a minha mãe que começa a chorar desesperadamente porque eu vou sair com as pessoas que conheci primeiramente através da internet e que ainda por cima são gays. Uso a expressão "amigos coloridos" me referir a eles e lá vem o colega roqueiro pedindo para eu explicar o que vem a ser esses amigos coloridos. Eu respondo que é justamente o que ele está pensando e recomendo a ele que não conte a ninguém. Bem, daí que acho isso uma graça, polemizar na faculdade.
Já a mãe, está na hora d'eu ser mais sincero para com ela e dizer que nem sempre eu vou ao cinema ou coisa parecida e que muitas vezes eu vou encontrar pessoas, assim como eu, homossexuais. Minha mãe faz uma comoção, para mim irritante e sem propósito. Toda vez que digo que vou sair com pessoas com a sexualidade semelhante a minha ela começa a chorar a ponto de me deixar comovido e me sentir culpado por algo. Fico irritado, está na hora de assumir as consequências e dizer a ela que seu choro não vai me impedir de sair, apenas incentivar minhas mentiras, a falta de paciência que tenho - sim, eu percebi a antítese - entre outras coisas.
Bem, e cá estou eu, jamais tão evoluído como penso que deveria estar e com um longo caminho a trilhar. No fundo sou um grande mentiroso por covardia, daqueles que mente para adiar os problemas, mas jamais resolvê-los. Um grande filho da mamãe, uma grande filha virgem do fazendeiro diria a terapêuta.
Então, é isso.
Peixos, me liga.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Fim de semana doido.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Um punhado de assunto
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Censo 2010, o retrato do Brasil, ou não

quarta-feira, 28 de julho de 2010
Tédio do começo da noite
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Ainda bem que eu moro em Goiânia
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Um pouco de auto crítica obssessiva destrutiva.
Simplicidade
Pato Fu
Composição: John
Vai diminuindo a cidade
Vai aumentando a simpatia
Quanto menor a casinha
Mais sincero o bom dia
Mais duro o chão que eu piso
Tem água limpa na pia
Tem dente a mais no sorriso
Encontrei foi Maria
Ela, pinga e farinha
E eu sentindo alegria
Barriga não tá vazia
Quanto mais simplicidade
Melhor o nascer do dia
terça-feira, 13 de julho de 2010
Minha experiência na Igreja Inclusiva
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Era sobre religião, mas falei mais sobre a avó
Quis escrever esse post na segunda feira. Mas naquele dia uma notícia nada agradável chegou. Minha avó não vai bem, foi trazida para a capital, está mal do coração. Até agora os medicos não dizem muito bem o que está havendo e nem o que pretendem fazer. A falta de informações objetivas tanto quanto a situação dela tem causado na família, ou em boa parte dela, uma grande angústia.
Minha avó é daquelas avós matriarcas. É a que toma partida dos filhos, netos e bisnetos. Juntamente com meu avó não gosta de ver ninguém da família brigado e a satisfação deles é o natal, o ano novo e datas afins com a casa de cheia dos filhos, netos e bisnetos. Gente que somada daria talvez uma centena de pessoas, aquela família bem ao tipo das propagandas da Sadia ou da Kodak.
Tenho passado bem esses dias, eu não consigo manifestar preocupação e nem sei se mostrar resolve alguma coisa. Mas sempre vem a qualquer momento o fato da condição de saúde da minha avó e isso faz as coisas ficarem meio amarga, azedas e ou frias.
Tudo que eu não quero agora é lidar pela primeira vez com a perda de uma pessoa próxima. Eu não vejo a morte tanto assim como fim de carreira, mas é importante ter em mente que penso assim só porque nunca lidei efetivamente com a morte. Mas sou bem otimista, estou confiante, acho que todo essa deja vu é apenas um sinal para minha avó rever um pouco dos hábitos dela.
Bem, mas mudando de assunto, domingo teve aqui em minha cidade um culto de um grupo inclusivo. Eu fui para matar a curiosidade. A dinâmica é a mesma dos cultos tradicionais e as crenças também, a diferença é que a homossexualidade é lidada como algo normal e lógico, os presentes são declaradamente homossexuais.
Durante o culto me identifiquei como ex-católico, até aí nenhuma mentira. Porém menti pois não falei que se quiser acreditar no que eles acreditam ali não dá para mim dado às minhas concepções atuais a respeito da existência de Deus e das religiões. Me senti constrangido também, mas não orei em momento algum, fiquei em silêncio, como aquele que hora em silêncio?
Poderia eu dito a verdade, que sou ateu e que estou ali mais para conhecer as pessoas, para ter experiências, conhecer as ideias deles e não para declarar fé em algo que mesmo que eu quiser, não vai dar para acreditar, pelo menos não por agora como eu disse. Achei meio ingênuo e ou intransigente a Bíblia ser utilizada inclusive como fonte de norma moral, pois é a mesma Bíblia que trata a homossexualidade como amoralidade e define o que é moral ou imoral na sexualidade, entre outras coisas, enfim, uma outra discussão.
Bem, foi isso.
P.S.: Estou aparentemente meio ausente da blogosfera pois tenho utilizado o Google Reader para lê-los e acho que comentários, embora agradáveis de serem recebidos, são um trabalho a mais para a preguiça exagerada do Well ou sua falta do que dizer. Mas estou acompanhando e gosto de todos vocês.